terça-feira, 18 de abril de 2017

De turbante



Evento realizado no Sebrae salão Santana, tinha o objetivo de ensinar os produtores/artistas culturais a se organizarem através da criação de suas empresas individuais.

Todos ávidos pelas informações que seriam proferidas pelo palestrante MEI numero um da cidade. Estavam agitados assinando lista de frequência. Burburinhos pelos cantos... Afinal não sabiam como seriam enquadrados. Ou se teriam ali anunciado editais esperados anunciados há muito.

O evento se iniciou com depoimentos, cada um mais emocioante que outro cada um mais entusiasmante que o outro. A partir dali qualquer um já queria assinar as fichas e sair dali como um empresário...

A porta se abriu, ou seja, a porta de vidro foi aberta entrou uma senhora. Trazendo uma flor colada no lenço quase turbante, caminhou sem dá nenhum alô aos presentes, se ajeitou numa cadeira na segunda fila, logo em seguida se mudou para a primeira fila. Dali ficou observando as explanações;

No encerramento, ela a senhora de turbante não satisfeita, pediu a palavra e se danou a desconstruir todas as informações sobre a proposta de MEI. Afirmou que era coisa da burguesia, era coisa do sistema de querer enquadra o artista/produtor como um empresário, coisa do capital... Ora, onde já se viu um gestor público que se diz revolucionário querer enquadrar os artistas na categoria de empresário... Artista é para produzir...

Depois, foi descoberto que ela é artista,  enquadrada no ultimo referencia do quadro de funcionários públicos federais na categoria Magistério...

Ora! Poupe-me – disse um produtor de turbante na cabeça e com esperanças de ser empresário

domingo, 16 de abril de 2017

Afrontado



Meu amigo resolveu fazer uma dieta alimentar, chegou a se inscrever em um programa existente para servidores públicos,  tratamento a base de movimento corporal e dieta alimentar, dieta não é bem a expressão, mas é uma maneira de se alimentar bem.

Durante a expectativa, ou seja, quando estava na preparação de iniciar tal dieta, foi ao médico, o qual lhe receitou tomar somente vinho seco e uísque, meu amigo passou a ingerir tais bebidas e foi falando sempre muito bem dos vinhos que consumia.

Comecei a me interessar em presentar meu amigo com uma garrafa de vinho. Pensei em D Bosco, levei um ralho, disseram que isso não é vinho, pensei em varias marcas dentre as pronunciadas, nenhuma aprovada pelos secadores, aqueles que não  contribuem com nada, mas se acham no direito de opinar. Para não perder as estribeiras aceitei.

Então, não comprei nenhuma marca de vinho para presentear o meu amigo. Uma por falta de dinheiro para comprar de boa qualidade e outra pela intromissão dos xeretas. Eis que de repente me vejo assistindo o noticiário, o qual só fala de Odebrecht e lava tudo. Foi quando me senti afrontado.

Da afronta estou de ressaca até agora. É que nessa minha intenção de comprar/presentear vinho sem conseguir realizar minha intenção. Ouvi depoimento de um delator, afirmando que outro delator escondeu vinte garrafas de vinhos importados, e que o valor chegava a trezentos mil reais.

Juro, pensei que fosse o valor da construção de uma vinícola. Que nada, verifiquei a veracidade da informação, é verdade, somente uma garrafa custa em média de 15 a 20 mil reais. Ainda estou afrontado pelo preço do consumo desses senhores...

Eu sem poder comprar uma garrafa de vinho, eles escondendo vinhos de altíssimo valor... Isso é ou não caso para afrontar qualquer um?

quinta-feira, 13 de abril de 2017

A filha do Pompéia



Disseram-me que seu Pai é chamado de Pompeia. Ela é bonita, alta, tem um corpo escultural, um sorriso meio preso entre seus lábios e um olhar de curial... 

Carrega uma timidez em seus braços e um ligeiro andar, não, o rebolado é natural em seu trajeto...


Pois bem, a filha do Pompeia espera a condução/ônibus na esquina da rua onde morro, da porta possa avistar a menina atravessando a rua esquina da sorveteria, eu a me deliciar com seu charme...


Uma vez\ estive bem próxima a ela e pensei em puxar assunto, talvez me respondesse ou quem sabe me tratasse com desprezo e por isso me contive a simplesmente observar seu jeito de ser.


Mas que a filha do Pompeia derruba qualquer um, ah! Sim, isso acontece.


A filha do Pompeia é bonita!

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Dom Paulo Evaristo Arns morre



Morreu nesta quarta-feira (14) o cardeal Dom Paulo Evaristo Arns, Arcebispo Emérito da Arquidiocese de São Paulo. Ele estava internado no Hospital Santa Catarina em decorrência de uma broncopneumonia. Arns tinha 95 anos.

D. Paulo foi internado no dia 28 de novembro para tratar de problemas pulmonares. Com o passar do dia o estado de saúde piorou e ele teve de ir para a UTI por causa de dificuldades na função renal.

domingo, 11 de dezembro de 2016

Retornando



Bom dia!
Neste momento findando o Ano de 2016 , é hora de colocar as contas na mesa e começar a fazer o balanço, assim, inicio o meu... E muita divida aparece, a primeira aqual começarei a quitar é a volta ao blog, volta de forma permanente. Utilizar a ferramenta para publicar informações, sentimentos e todas as formas possíveis de comunicação. Então! O ano de 2017 o blog estará atualizadíssimo.
Começam a varredura e postagem agora. Obrigado e me acompanhem...

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Cantiga Aporema em Dor Maior

Germinado nas folhas mangueiras da cidade, regado com as águas das chuvas da tarde caídas sob a cidade, assim chegou ao mundo molhado pelas águas/chuvas belenense e, assim veio aportar desde menino nas brenhas Território Federal do Amapá - TFA... Cresceu embalado pelo vento vindo do rio Amazonas, rio molhando a cidade e sua vida: Pedra do guindaste.

O som/vida veio brotando das bandas lagos/fazendas de lá, de lá daquelas paragens, paragens encharcadas de paisagens naturais, onde pirarucus/tucunarés dançavam ao sabor do luar, lugares onde também pescadores remavam sonhos, plantando esperanças na claridade das porungas...

Mas, foi justamente em uma facheada noturna do amor que vieste ao mundo e, já chegastes malhado pelas seis cordas do instrumento musical... Entre dedilhadas e dedeiras correstes mundo sons diapasão/violão. Dedilhastes acordes em sabores trairauçu/curupete, saboreando-os entre batuques e marabaixos. Abraçado ao instrumento que domastes, alongastes abraços abrasados em vida equatorial: esposa filhos netos amigos afilhados fãs. Seguistes então, remando entre noites madrugada e dias docas da fortaleza...

Tuas tardes: bairro do trem próximo a sede dos vigienses, onde tua vigilenga era a cadeira de balanço, teu olhar fixo na direção Sindicato, arrumando acordes em gavetas lembranças. Teus dedos já não mais corriam as cordas do violão, somente um olhar percorria e solava a vida. Um sorriso debochado em timidez entre os lábios... Um dia amanheceu...

Quando amanheceu esse dia, dia em vinte e cinco dobras matinais tingidas de cheiro queijo Amapá, amanheceu emudecendo sabor sinfônico de Apelo... Apelo de não partida, como se fosse um pedido, uma suplica para q ficasses mesmo q sentado, mesmo q não mais alisasses o instrumento agora abandonado, mas ficasses...

Mas em nota Dor maior Sabá se foi. Foi por ai, agora tocando nuvens e tirando sons dos buritizais em açaís na tigela, de uma cidade q já era... Saboreando sabor tucumã onde cartilha de ABC nogueira tapajó baden sempre arava suas manhãs em si bemóis...
Hoje o sol equatorial se abriu em verão para que iluminasse a passagem do som entre óculos de grossas lentes. Donde ele via/revia a cidade em sua transformação, onde unhas compridas dedilhavam emoções em doses compares...

Porem, mais do que nunca o violão na esquina da casa ainda sonha em rede atada com Urca bar, gato azul, clube do guri seu trampolim...  Mas agora!

Um som Celi anda pelas lembranças selando parcerias entre o sol e a sombra da castanheira, cantam cantigas em dor maior... Dor partida em cauda de cometas donde a vibração sonora também se fez maior... Som q hoje não tem mais guarida em sede social Esporte clube Macapá, Amapá Clube nem mesmo o circulo militar resistiu à investida de pessoas sem patentes musicais as quais destruíram a historia/monumento.

Neste momento os pássaros sobrevoam a cidade ouvindo bem distante um som dissonante desafinando uma Cantiga Aporema, cantiga tocada em Dor Maior com a partida do Sabá.

Obs.: pela passagem do sétimo dia da partida de Sebastião Montalverne. “ O importante é que a nossa emoção sobreviva...”

quarta-feira, 15 de junho de 2016

A chama acessa


Será logo mais nas ruas da cidade de São José de Macapá, quando alguém autorizar, acenderão uma tocha intitulada de olímpica, isso lá para as bandas da comunidade de afros descendeste Curiau, ali em uma residência/restaurante particular intitulada de Ca de forno.

Sim, ali onde vendem refeições, comidas a base de peixes regionais... Dali  alguém sairá com a tocha acessa em uma canoa, representando o canto e a caboquisse daqui destas paragens tucuju.

A chama da tocha, ou a tocha e sua chama acessa percorrerá algumas ruas da cidade, algumas/varias ruas e por onde passar haverá saudação de artes, de artistas cantando e mostrando suas artes: teatro musica e artes plásticas...

Quem a conduzirá? Serão muitas personalidades. De todos os segmentos, não, de todos não, de alguns segmentos culturais... Mas deixem para lá os segmentos e as pessoas...

O importante que nesse momento a cidade está em festa. Todos os olhos brilham com o fogo acesso da tocha, todos os corações pulsando firme como povo destemido de guerreiros tucujus...

E a tocha passará pelas ruas limpas da cidade, ruas preparadas para a sua passagem... Passagem que deixará a certeza de que ainda veremos mais comemorações olímpicas...

Epá! A tocha já está passando pelas ruas, passando e levando a esperança de um povo guerreiro... Residente as margens do rio, residente em cios de lua e de marés...


eixem a tocha passar com sua chama acessa...