domingo, 28 de fevereiro de 2016

Declaração em final do mês





Sim, o mês está chegando aos seus finalmente. O mês, é o mês do carnaval. É o mês de fevereiro...

Meu amigo ontem à noite, resolver confessar algumas coisas de sua intimidade. Principalmente a sua paixão recolhida-encolhida. Bem, não fui eu em perguntou. Foi ele quem em ato de desabafo resolveu contar, desabafar...

Disse que, há muito tempo passado, quando as escolas de samba visitavam as casa, ou melhor, quando famílias contratavam algumas alas da escola de samba da cidade, para que se apresentesse, que fizesse suas exibições em frente às residências.

Contou-me, ter sido em uma dessas exibições de uma escola, quando se apaixonou por uma sambista. A sambista era menor. Trajava um biquíni com lantejoulas e um sapato chiclete (sapatilha antiga). A menina rebolava como ninguém, contaram a ele que ela tomou azougue para ficar mole daquele jeito. Ele acreditou, afinal, era a sua paixão.

As batalhas de confete acabaram. As famílias não contrataram mais nenhuma ala. As escolas se profissionalizaram (?), não aconteceu mais exibição em frente às casas... E a menina cresceu, desapareceu de sua vida. Mas, em seu peito, seus olhas a menina está até hoje sambando, rebolando seu corpo.

Disseram a ele, que ela está na cidade e virou artista visual. Que faz umas paisagens bonitas. Só não pinta o samba. Ele está achando que a tinta endureceu seu coração, amarrotou a cara da sambista... Mas apesar de estar terminando o mês do carnaval, a passarela para ela sambar está pronta como sempre...

Eu acho que ela deveria jogar fora as tintas, ou utiliza-las nas pinturas dos adereços da saudade e, vim sambar nessa passarela do coração do meu amigo, ele ainda sonha com ela, seus sapatos de chiclete, mesmo terminando a quadra de momo, mesmo findando o mês, ele quer ver requebrando em seus braços, o corpo da sambista de ontem...

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Esclarecimento



TRE-AP esclarece sobre horários de atendimento e serviços ofertados pela Justiça Eleitoral

O Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP) esclarece à população que os cartórios eleitorais da capital e do interior do Estado funcionam de segunda a sexta-feira, no horário das 8h às 14h. E a Secretaria Judiciária (Sejud) do órgão, das 12h às 19h, nos mesmos dias da semana.
 Os serviços disponibilizados pela Justiça Eleitoral são os de regularização do eleitor, como: revisão biométrica, alistamento eleitoral, emissão de 2ª via do Título de Eleitor, transferência de domicílio eleitoral e emissão de quitação eleitoral. Assim como na capital, esses atendimentos ocorrem nas zonas do interior.

Sejud, Zonas Eleitorais e Serviços

A Sejud, que funciona no edifício-sede do TRE, localizado na Avenida Mendonça Júnior, 1502, atende aos partidos políticos e advogados que atuam no Direito Eleitoral. Os serviços são protocolo de ações, acompanhamento de processos e assuntos ligados às eleições estaduais.

No caso dos cartórios, em Macapá funcionam na Casa da Cidadania (2ª e 10ª Zonas Eleitorais), localizada na Avenida Mendonça Júnior, 1452.


 Alerta

O TRE alerta a todos os eleitores que não votaram em três pleitos ou três turnos consecutivos que seus títulos eleitorais serão cancelados se a regularização não for executada até o dia 4 de maio. Para normalizar a situação junto à Justiça Eleitoral, o cidadão deve procurar o cartório do município aonde vota, de posse de documento oficial com foto e Título Eleitoral, para requerer a guia de pagamento de multas pela ausência não justificada.

Sanções pela falta de regularização junto à Justiça Eleitoral

O eleitor que não estiver regularizado junto à Justiça Eleitoral sofrerá prejuízos ou inconvenientes, como impedimento de votar ou ser votado, emissão de passaportes, inscrever-se em concurso público, ser empossado em cargo público, obter Carteira de Identidade, renovar matrícula em estabelecimento de ensino oficial, obter empréstimos em bancos oficiais e participar de concorrência pública ou administrativa.

Eleições 2016

Em outubro próximo, os eleitores dos 16 municípios do Estado do Amapá irão às urnas escolher seus prefeitos, vice-prefeitos e vereadores. O primeiro turno das Eleições Municipais será no dia 2 de outubro de 2016 e o segundo turno, no dia 30 do mesmo mês.

Serão considerados eleitos ao cargo de prefeito e vice-prefeito os candidatos que obtiverem a maioria absoluta dos votos, não computados os votos em branco e nulos. Nos municípios com mais de 200 mil eleitores, se nenhum candidato alcançar a maioria absoluta na primeira votação, será feita nova eleição no último domingo de outubro, com somente os dois candidatos mais votados. No Amapá, apenas a capital, Macapá, poderá ter segundo turno por contar com 271.500 eleitores aptos a votar.

Serviço:
 Tribunal Regional Eleitoral do Amapá
Assessoria de Comunicação e Marketing
Elton Tavares
Fones: 2101-1504/84059044/91474038

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Caminhada




Líderes e adeptos de religiões de matriz africana caminharão em Macapá para pedir paz

Em todo o Brasil, o dia 21 de janeiro é marcado por celebrações de combate à intolerância religiosa. No Amapá, com o apoio da Prefeitura de Macapá, por intermédio do Instituto Municipal de Políticas para Promoção da Igualdade Racial (Improir), adeptos de religiões de matriz africana organizam uma caminhada que sairá da Praça Barão do Rio Branco em direção ao Trapiche Eliezer Levy. Com apresentações culturais e rituais místicos, líderes de casas religiosas querem chamar atenção da sociedade amapaense pedindo paz e respeito na I Caminhada das Bandeiras de Matriz Africana - Diga Não a Intolerância Religiosa.

“Nossa luta é por respeito, embora tenham ocorrido alguns avanços nos últimos anos. O maior desafio ainda é o de esclarecimento. O candomblé, a umbanda e outras religiões são demonizadas porque existem pessoas com ideias totalmente equivocadas de nossa filosofia. O que pregamos é o amor e não o ódio”, diz mãe Nina, coordenadora do ato em Macapá.

A data de combate à intolerância religiosa foi instituída em 2007 depois da morte da sacerdotisa do candomblé Gildásia dos Santos, conhecida como Mãe Gilda. Após ter a casa e o terreiro invadidos por grupos de outra religião e o marido agredido, a Iyalorixá morreu em decorrência de um infarto. 

Atualmente, o dia é uma oportunidade para atentar sobre a necessidade de se respeitar a diversidade religiosa e, assim, reduzir os casos de crimes de ódio no país.

A programação inicia às 14h30, na Praça Barão do Rio Branco, com apresentações culturais de Marabaixo, hip-hop, capoeira e rituais místicos com roda de cânticos das nações religiosas. Às 16h, o movimento ganha as ruas, seguindo pela Cândido Mendes até a Av. Padre Júlio, e depois em direção ao Trapiche Eliezer Levy, onde os rituais terão continuidade.

Rita Torrinha/Asscom Improir

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Parece que foi ontem



Sim, parece que foi ontem. Mas lembro como se fosse hoje. A cassa na Avenida Mãe Luzia gemida, sim, daqueles grudadas, de duas moradas, eram comuns naquela época. Era novidade ainda nessa paragem.

Pois bem, a expectativa era grande. Primeiro filho daquela união. Já tinhas ameaçado buiar, meter a cara no mundo. Foi numa noite de luz cheia, e eu que não acreditava na força dessas coisas, passeia a acreditar.

Sem muito entender, já estavas pronto. A barriga da mãe já não agüentava mais, a pele toda esticada, mas ela carregava um sorriso no rosto e a total cumplicidade no ventre. O dia era de sol, mesmo que o período fosse de chuva. Naquela manhã não estava diferente...

As coisas estavam arrumadas na sacola. Inclusive a mamadeira... Às dez horas da manhã começastes a ameaçar vim. Meter a cara no mundo...

Tua mãe se encaminhou para a maternidade. Fiquei nervoso, ansioso... Logo mais fui atrás. Nasceste nesse horário do dia 18 do mês de janeiro, mês primeiro do calendário, no décimo oitavo dia do mês, cuja somatória é nove, numero para alguns como numero perfeito. És o segundo.

Pois isso, hoje é teu aniversario. Parabéns! E obrigado por me aceitares como teu pai... E lá se foram 36 anos de caminhada. Felicidade e muita Luz em tua vida, meu filho.

domingo, 17 de janeiro de 2016

O lago do aeroporto




Década de 60. O lago ficava na descida da hoje José tupinambá, antiga Nações Unidas (até o nome mudaram). Pois bem. O lago era a referencia e o prazer de qualquer um dos moradores do antigo Jacareacanga. Todos desciam em direção ao lago do aeroporto (e nem ficava muito próximo) Não, ninguém atravessava a José tupinambá. Naquela época a rua terminava no lago.

Sim, esse mesmo que agora é canal, onde existe uma ponte. Sim, um canal cheio de lixo.

Não, naquela época o lago tinha até areia no fundo/leito. Tinha peixe. Tanto que a noite alguns moradores que ainda não tinham deixado o vicio da pesca, iam arrumar a comida do dia seguinte, ou mesmo se divertir com a pescaria no lago do aeroporto. Tinha muita pratinha.

Lembro do seu Dorival, senhor moreno de estatura mediana. Morador da casa no meio do quarteirão (hoje Mãe Luzia entre Leopoldo Machado e Jovino Dinoá) Era empregado na SUSNAVA (empresa de navegação do Território Federal do Amapá) o Amapá já teve sua empresa de navegação. Um dia ela foi a pique...

Ai, o Sr. Dorival no inicio da noite de sexta feira (quando tava de folga) passava com seu carrinho de mão e todo seu apetrecho de pescador. Não podia faltar a sua garrafa de café, o livro de abade ‘Colombo’ e o tabaco migado. No amanhecer do dia voltava com o carrinho com duas sacas cheias de pratinha. Lembro que deixava alguns peixinhos em algumas casas, era o prato principal do almoço: pratinha frita com farinha, feijão e arroz.

Um dia acabaram com o lago. Aterraram a rua. Fizeram a ponte e inventaram um canal. Hoje o canal serve somente para acumular lixo. Os mais antigos moradores do bairro, ainda recordam com o corpo molhado de saudades e o sabor de peixe na boca o antigo lago do aeroporto.