sexta-feira, 18 de outubro de 2013
sábado, 28 de setembro de 2013
Acordo
Acabou a greve dos jornalistas do Diário do Pará e
Portal DOL. Foi celebrado acordo para pagamento de piso de R$1.300,00 a partir
de agora, passando a R$1.500,00 em abril de 2014. Os dias parados serão pagos e
garantida a estabilidade por 45 dias.
Também ficou acertada a reposição
integral da inflação acumulada pelo INPC, no período de 2012/2013, para quem
não ganha o piso; e a compensação em até três meses dos dias em que os
profissionais estiveram em greve.
O Sinjor-PA considera que o movimento
Jornalista Vale Mais foi vitorioso e a categoria sai fortalecida.
(Postado blog Franssinete Florenzano às
01:02 )
Homenagem à Arthur
Texto lido na abertura do programa Artes das Artes
Osvaldo Simões
Hoje 27 de setembro de 2013, 17
horas na linha imaginária, linha do equador, no momento estamos no equinócio de
outono no hemisfério norte e da primavera no hemisfério sul. Estamos no meio
dos hemisférios, no meio das estações de outono e primavera.
.
Mas hoje,
comemoramos o aniversário de 90 anos do nascimento do Poeta, Jornalista, Desportista
Chaviense-Amapaense-Macapaense, um amazônida: Arthur Néri Marinho. Um Escritor.
Um Literato. Nascido em27 de setembro de 1923
E a literatura
Amapaense, ou literatura aqui produzida, vem de bubuia desde muito tempo. Ela
veio enfrentando pororocas, secas e lançantes. Algumas vezes encalhou nas bocas
dos rios, outras vezes navegou em plenilúnio das noites e cios. Assim, ela veio
descendo e subindo rios, como uma grande canoa, rebocando aqueles que lhe
acenasse das beiradas dos rios literários e veio transportando todos, sempre
dando um jeito de acolher, arranjando escapulas para atar a rede de mais um
escolhido nas águas da escrita.
Assim vem, desde Alexandre Vaz Tavares,
Movimento Rumo, Academia Amapaense de Letras, Associação Amapaense de
Escritores, deságuando a produção hoje na II Flap – Feira do Livro Amapaense...
a qual banhará a cidade com letras... Nesse mês de outubro que se aproxima.
E quem representa hoje no Programa Radiofônico
“Artes das Artes” essa carga-poética transportada na grande canoa literária Amapaense
é Arthur Néri Marinho, Arthur Marinho como era conhecido literariamente, nasceu
no Município de Chaves no Pará, na Ilha do Marajó. Sim, era caboclo marajoara.
Caboclo das terras crescidas e encharcadas, das canaranas e matupás...
Chegou a Macapá Capital
do Território Federal do Amapá no ano de 1945, aqui arriou sua bagagem
literária e fez sua morada, dançou marabaixo e batuque, sentiu o cheiro da
gengibirra e fez promessas à São José. Daqui passou a absorver o sabor das manhãs equatoriais e o
entardecer às margens do rio Amazonas, pois, era dali, da pedra do guindaste que
observava e absorvia a beleza Macapanse, então já embebecido pela simplicidade
da cidade Macapá, escrevia para ela que iniciava sua trajetória na organização
publica...
Arthur
funcionário publico. Da labuta na repartição publica às caminhadas na Doca da fortaleza,
bairro do Trem, do laguinho, favela, até se radicalizar no Jacareacanga, em uma
das casas na Vila do Ipase, ali só morava funcionário do GTFA.
Arthur da Poesia,
do jornalismo, escreveu artigos, crônicas publicadas nos jornais de sua época.
Na repartição publica fez petições, despachos, memorando e ofícios. Foi Chefe
de Gabinete de Governo. Arthur também desportista, foi fundador da Sociedade
Esportiva e Recreativa São José... Time de futebol de muitos títulos, chamado
hoje de “o mais querido”, tem sua sede no bairro da Laguinho. Assim como o
Beira Lago time da vila... Sócio fundador do Grêmio Literário e Cívico Rui
Barbosa.
Arthur de muitos
instrumentos. Mas, o que ele mais utilizou foi a lapiseira, a caneta e o papel,
esses ele manuseou com maestria para burilar suas letras: poesia. Participou do
primeiro movimento literário amapaense intitulado “Movimento Rumo” participando
assim da Antologia Novos Poetas Amapaense em 1960 e da Coletânea Amapaense em
1988. Publicou duas obras literárias: Sermão de Magoas em 1993 e Cantigas do
meu retiro em 2002
Lembremos do
Arthur. Lembrando principalmente da simplicidade do Poeta. Do Poeta Arthur.
Lembremos também da caminhada que fazia no entardecer do dia, próximo à igreja
Jesus de Nazaré na Rua Leopoldo Machado, em direção a sua residência, pois, morava
na Vila do Ipase desde quando não existia passagem para o bairro do pacoval. E
a casa da Suerda ficava d’outro lado do lago.
Por onde passava,
em todos os afazeres/fazeres do Seu Arthur, estava a sensibilidade e a
fraternidade do Poeta Arthur Neri Marinho.
Aqui no estúdio,
também está uma de suas obras, sua sobrinha e sua sobrinha neta..... São inúmeras as obra do Grande Poeta Arthur. O Poeta Arthur Néri Marinho obedeceu a máxima: “Escreveu Livros, fez
filhos e Plantou arvores” hoje
fazem 10 anos que ele nos deixou materialmente e indo lapidar mais poesias na
Grande Estrela ao lado do Pai Celestial.
Viva a arte das
artes! Viva a arte das letras! Viva a Literatura! Viva a Poesia aqui produzida!
Viva é a Poesia
de Arthur Néri Marinho.!
domingo, 22 de setembro de 2013
Primavera dos Museus
Acontece no período de 23 a 29 de setembro, a 7ª Primavera dos Museus no Amapá, que trará para discussão a 'Memória e Cultura Afro-brasileira'. O evento acontecerá na praça central da Fortaleza de São José de Macapá, e reunirá os museus do Forte, Joaquim Caetano da Silva e de Arqueologia e Etnologia do estado.
A abertura oficial da programação cultural, que integra a Semana Nacional dos Museus, será no dia 23, às 17h, na praça da Fortaleza de Macapá.
Confira a programação: 23/09 (Segunda-feira)
14h às 18h no Auditório Waldemiro Gomes (Museu Sacaca)
Mesa redonda: Museus e Cultura Negra: Discutindo o papel dos museus
Público-sujeito: Movimento social negro, técnico de museus, estudantes e interessados
Palestrantes: Jorge Alberto de Araújo de Souza / Elane Carneiro de Albuquerque
Museólogo: Antônio Marcos Passos
24/09 (Terça-feira)
9h às 11h na Exposição a Céu Aberto
Atendimento às instituições escolares com a Trilha da Memória, enfatizando as personalidades amapaenses: Sacaca, Mãe Luzia e Julião Ramos + apresentação do Projeto Circo Escola
25/09 (Quarta-feira)
14h às 18h no Auditório Waldemiro Gomes (Museu Sacaca)
Oficina de dança afro
Público-sujeito: Estudantes de Educação Física, Pedagogia e interessados
Oficineiro: Grupo de Capoeira Quilombo Brasil
26/09 (Quinta-feira)
9h às 11h na Exposição a Céu Aberto
Atendimento às instituições escolares com a Trilha da Memória, enfatizando as personalidades amapaenses: Sacaca, Mãe Luzia e Julião Ramos + apresentação do Projeto Circo Escola
19h às 22h na Praça de Alimentação (Museu Sacaca)
Projeto Fim de Tarde no Museu
Música: Jorginho do Cavaco & Grupo Samba de Jorge
Poesia: Boca Miúda
27/09 (Sexta-feira)
10h às 18h
Visitação pela Exposição a Céu Aberto do Museu Sacaca
28/09 (Sábado)
8h às 12h no Auditório Waldemiro Gomes
Encontro de Educadores
Tema: "Patrimônio Cultural e Educação Étnico-Racial"
Público-sujeito: Professores e técnicos das escolas Josefa Jucileide, Predicanda Lopes e José Bonifácio
Palestra 01: A aplicação da Lei nº 10.639/2003 (Guaraci de Assis Pastana)
Palestra 02: Patrimônio Cultural e Educação Étnico-Racial (Elane Carneiro de Albuquerque)
29/09 (Domingo)
18h30 às 21h na Praça do Sacaca
Cine Museu I´Ã
Público-sujeito: Comunidade em geral
domingo, 15 de setembro de 2013
Quando bate o tambor
Chegou-me o CD de Oneide Bastos, composto por onze
cantigas/canção/carimbó/chula marajoara/marabaixo/samba e samba canção... Ela
vem batendo palmas e batendo o tambor, tambor de toda uma geração, de toda miscigenação.
Oneide Bastos traz a força da fé através dos toques dos
tambores, são toques espalhados desde os campos cerrados do curiau, vem em
procissão de fé à Santa Padroeira da Amazônia. Desce aos terreiros e faz sua
reverencia aos Santos nos altares e congares;.
Engana-se quem pensa que a cantora/intérprete/artista faz
seu debute, ao contrario, ela vem madurecendo o canto nas noites, dias e
madrugadas na cidade de Macapá, ela é tucuju. E assim chega aos nossos dias com
mais um trabalho musical e canto.
Ela soube escolher seu repertório, o qual tem cheiro de rede
atada na varanda, gemendo escapulas e levando-nos a sonhar, a amar mais nosso
pedaço de chão/torrão Macapá. É uma voz vagando nas beiradas dos rios em
montaria carregando bandeiras e ritmos nossos. O canto ancora em qualquer
porto/gosto amante da musica e acende lamparinas de esperanças no raiar do dia
que virá com amor e paixão.
Ela se coloca imponente dentro da musica amapaense, como uma
arvore de bacabeira frondosa em cantigas e boa expressão no cantar e olhar...
molha seu rosto de suor da labuta e lava com as águas escorrendo dos corações, pois,
ela canta com sentimento e paixão as coisa daqui.
É assim que ela vem batendo tambor. Quer dizer, depois de
tomar benção da Tia Chiquinha cantadeira de Marabaixo e moradora da comunidade
do Curiaú. É O. Bastos indo mergulhar na ancestralidade dos ritmos amapaense e
transporta para seu canto, cada musica é encerrada com toques de caixas de
marabaixo ao fundo, isso nos leva a pensar e dançar nosso ritmo marabaixo.
Também traz a chula dos campos alagados do Marajó, de lá um
dia também viemos através dos aruaques e chegamos remando em esperanças de
preservação de identidade, mas tivemos a permissão e a bondade divina de nos cruzarmos
com irmãos nagôs e fizemos nossa morada nessas terras. E aqui estamos cantando
e ouvindo o Cd de O Bastos “quando bate o tambor!”, assim não dá para pararmos,
então, é só entrarmos na roda e ouvi as musicas e dançar com sentimento das
boas coisas que temos aqui.
Ela chegou batucando, batucando e cantando esse nosso amor Amazônico.
Chegou com som estalando em caxixi feito em cipó titica. Ela é mãe de
Peixe-Sereia, por isso mãe Peixe-Sereia Sereia peixe também é!
Traz um olhar na capa/CD apoiado em suas mães, olhar de quem
aprecia as belezas do canto e escuta as vozes do rios, matas, cachoeiras,
igarapés e lagos... Assim também o som vindos dos terreiros. Por isso é agora
que temos que bater forte o tambor, para ouvir o CD de Oneide Bastos.
11 Músicas do CD
Bacabeira (Enrico di Micelle-Cleverson Baia- Joãozinho
Gomes)
Jurupari (Oneide Bastos)
Promessa de Mãe (André Luiz Barreto-Cassio Pontes)
Cabocla Linda (Willian Cardoso)
Flor da Ausência (Paulinho Bastos-Leandro Dias)
Canto a Amazônia (Paulinho Bastos-Oneide Bastos)
Urubu, Mestre do Voo (Eudes Fraga-Joãozinho Gomes)
Bate Tambor (Leci Brandão-Zé Mauricio)
Não Peguei o Ita ( Nilson Chaves)
Dovê (Oneide Bastos-Agessandro Rêgo)
Lamento (Fernando Chaves)
sábado, 14 de setembro de 2013
III Conferência Estadual de Cultura
Logo mais às 8hs no Auditório do Macapá Hotel, na beira rio,
terá continuidade a Conferencia Estadual de Cultura. Hoje os delegados
municipais por segmentos terão direitos a voto e voz, poderão discutir, propor
e aprovar ações de melhorias na construção do Sistema Estadual de Cultura.
Os Eixos a serem debatidos serão: Sistema Nacional de Cultura, Produção
Simbólica e Diversidade Cultural, Cidadania e Direitos Culturais e Cultura e
Desenvolvimento, que trata da economia criativa, que gera renda e movimenta as
atividades econômicas.
Algumas propostas a serem defendidas pelas delegações Municipais: a
Interiorização, do Programa Nacional de
Tecnologia para a Cultura (Pronatec); a Criação de Centros Culturais; Banda Larga,
Capacitação por meio de Programas Municipal, Estadual e Federal.
Também na Conferência Estadual serão eleitos os delegados que vão
representar o Estado através de seus segmentos culturais Na Conferencia Nacional
em Brasília no mês de Novembro.
Abertura
Com o tema “Uma Política de Estado
para a Cultura: Desafios do Sistema Estadual de Cultura”. Aconteceu ontem 12/09
às 19hs no Teatro das Bacabeiras, a mesa foi composta pela Secretário de
Cultura Luiz Pingarilho, Presidente do Conselho Estadual de Cultura Claudio
Silva, Representando Ministra da Cultura o Sr. Bernardo Machado, da Secretaria
de Articulação Institucional do Ministério da Cultura, Dep. Federal Evandro
Milhomem, Dep. Estadual Roseli Matos. O Secretario de Cultura Pingarilho abriu
a Conferencia dizendo que agora era a hora de colocar sua angustias e proposta,
encerrou sua fala desejando boa Conferencia à todos.
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