terça-feira, 22 de março de 2016

A visita do amigo de infância




Hoje é comemorado o dia mundial das águas... Ou da água, não sei bem, sei que existe algo nesse sentido, sentido de fazer valer, mesmo que seja somente no calendário o dia da água.

E neste momento, ta findando o dia, nós por aqui gastando em abundância, aquilo que já não ta tão abundante/saudável: Água....

Mas sim, e agora me chega a casa, um amigo o qual há muito não encontrava. Ele é um amigo do tempo de infância (calma, já não tão distante assim) do tempo lá das bandas do médio baixo amazonas, agora oeste do Pará. Ele chegou, chegou traazendeo um sabor de acari em seus olhos. Um andar de balançar pitombeira e aceno de artimijal.

Encontramos-nos com alegria. Ele tratou de contar os causos de lá, falou dos que já partiram e de outros que ainda por lá vivem nas tabernas, gostosas tabernas, com sacos de sementes de cumaru. Opa, ele exclamou que isso não existe mais por lá.

Falou dos bois que adentraram as matas das colônias e dos castanhais derrubados... Ao mesmo tempo em que me alegrava com sua visita e sua recordação, entristecia-me com os relatos de devastação da região... Mas fazer o que, me disse ele... O FNO está lá para isso.

Entre tantas mudanças contadas por ele, a que mais me impressionou foi o volume de sua voz. Lembrei dos velhos canoeiros que chegavam ao entardecer do dia e gritavam na entrada, na curva do rio. Peixxxxxxeeeee. Aquilo era escutado/ouvido longe...

Assim meu amigo, falava como estivesse anunciando a chegada de algum produto... Fiquei meio inibido em perguntar o porque desse volume de sua voz...

Porém, sua irmã que o acompanhava, ao ver meus olhos assustados com o volume da voz. Falou - Calmo amigo, ele anda meio surdo. E narrou. Tudo isso aconteceu quando ainda serviu a pátria e em um exercício de tiro, o estampido ensurdeceu seus ouvidos e cada ano que passa vai perdendo mais a audição.

Fiquei triste... Fiquei triste por não ter certeza que meu amigo ainda vá escutar os fogos de artifício em homenagem ao santo padroeiro e seu padrinho: Santo Antonio, nessa festa de 2016.

domingo, 28 de fevereiro de 2016

Declaração em final do mês





Sim, o mês está chegando aos seus finalmente. O mês, é o mês do carnaval. É o mês de fevereiro...

Meu amigo ontem à noite, resolver confessar algumas coisas de sua intimidade. Principalmente a sua paixão recolhida-encolhida. Bem, não fui eu em perguntou. Foi ele quem em ato de desabafo resolveu contar, desabafar...

Disse que, há muito tempo passado, quando as escolas de samba visitavam as casa, ou melhor, quando famílias contratavam algumas alas da escola de samba da cidade, para que se apresentesse, que fizesse suas exibições em frente às residências.

Contou-me, ter sido em uma dessas exibições de uma escola, quando se apaixonou por uma sambista. A sambista era menor. Trajava um biquíni com lantejoulas e um sapato chiclete (sapatilha antiga). A menina rebolava como ninguém, contaram a ele que ela tomou azougue para ficar mole daquele jeito. Ele acreditou, afinal, era a sua paixão.

As batalhas de confete acabaram. As famílias não contrataram mais nenhuma ala. As escolas se profissionalizaram (?), não aconteceu mais exibição em frente às casas... E a menina cresceu, desapareceu de sua vida. Mas, em seu peito, seus olhas a menina está até hoje sambando, rebolando seu corpo.

Disseram a ele, que ela está na cidade e virou artista visual. Que faz umas paisagens bonitas. Só não pinta o samba. Ele está achando que a tinta endureceu seu coração, amarrotou a cara da sambista... Mas apesar de estar terminando o mês do carnaval, a passarela para ela sambar está pronta como sempre...

Eu acho que ela deveria jogar fora as tintas, ou utiliza-las nas pinturas dos adereços da saudade e, vim sambar nessa passarela do coração do meu amigo, ele ainda sonha com ela, seus sapatos de chiclete, mesmo terminando a quadra de momo, mesmo findando o mês, ele quer ver requebrando em seus braços, o corpo da sambista de ontem...

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Esclarecimento



TRE-AP esclarece sobre horários de atendimento e serviços ofertados pela Justiça Eleitoral

O Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP) esclarece à população que os cartórios eleitorais da capital e do interior do Estado funcionam de segunda a sexta-feira, no horário das 8h às 14h. E a Secretaria Judiciária (Sejud) do órgão, das 12h às 19h, nos mesmos dias da semana.
 Os serviços disponibilizados pela Justiça Eleitoral são os de regularização do eleitor, como: revisão biométrica, alistamento eleitoral, emissão de 2ª via do Título de Eleitor, transferência de domicílio eleitoral e emissão de quitação eleitoral. Assim como na capital, esses atendimentos ocorrem nas zonas do interior.

Sejud, Zonas Eleitorais e Serviços

A Sejud, que funciona no edifício-sede do TRE, localizado na Avenida Mendonça Júnior, 1502, atende aos partidos políticos e advogados que atuam no Direito Eleitoral. Os serviços são protocolo de ações, acompanhamento de processos e assuntos ligados às eleições estaduais.

No caso dos cartórios, em Macapá funcionam na Casa da Cidadania (2ª e 10ª Zonas Eleitorais), localizada na Avenida Mendonça Júnior, 1452.


 Alerta

O TRE alerta a todos os eleitores que não votaram em três pleitos ou três turnos consecutivos que seus títulos eleitorais serão cancelados se a regularização não for executada até o dia 4 de maio. Para normalizar a situação junto à Justiça Eleitoral, o cidadão deve procurar o cartório do município aonde vota, de posse de documento oficial com foto e Título Eleitoral, para requerer a guia de pagamento de multas pela ausência não justificada.

Sanções pela falta de regularização junto à Justiça Eleitoral

O eleitor que não estiver regularizado junto à Justiça Eleitoral sofrerá prejuízos ou inconvenientes, como impedimento de votar ou ser votado, emissão de passaportes, inscrever-se em concurso público, ser empossado em cargo público, obter Carteira de Identidade, renovar matrícula em estabelecimento de ensino oficial, obter empréstimos em bancos oficiais e participar de concorrência pública ou administrativa.

Eleições 2016

Em outubro próximo, os eleitores dos 16 municípios do Estado do Amapá irão às urnas escolher seus prefeitos, vice-prefeitos e vereadores. O primeiro turno das Eleições Municipais será no dia 2 de outubro de 2016 e o segundo turno, no dia 30 do mesmo mês.

Serão considerados eleitos ao cargo de prefeito e vice-prefeito os candidatos que obtiverem a maioria absoluta dos votos, não computados os votos em branco e nulos. Nos municípios com mais de 200 mil eleitores, se nenhum candidato alcançar a maioria absoluta na primeira votação, será feita nova eleição no último domingo de outubro, com somente os dois candidatos mais votados. No Amapá, apenas a capital, Macapá, poderá ter segundo turno por contar com 271.500 eleitores aptos a votar.

Serviço:
 Tribunal Regional Eleitoral do Amapá
Assessoria de Comunicação e Marketing
Elton Tavares
Fones: 2101-1504/84059044/91474038

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Caminhada




Líderes e adeptos de religiões de matriz africana caminharão em Macapá para pedir paz

Em todo o Brasil, o dia 21 de janeiro é marcado por celebrações de combate à intolerância religiosa. No Amapá, com o apoio da Prefeitura de Macapá, por intermédio do Instituto Municipal de Políticas para Promoção da Igualdade Racial (Improir), adeptos de religiões de matriz africana organizam uma caminhada que sairá da Praça Barão do Rio Branco em direção ao Trapiche Eliezer Levy. Com apresentações culturais e rituais místicos, líderes de casas religiosas querem chamar atenção da sociedade amapaense pedindo paz e respeito na I Caminhada das Bandeiras de Matriz Africana - Diga Não a Intolerância Religiosa.

“Nossa luta é por respeito, embora tenham ocorrido alguns avanços nos últimos anos. O maior desafio ainda é o de esclarecimento. O candomblé, a umbanda e outras religiões são demonizadas porque existem pessoas com ideias totalmente equivocadas de nossa filosofia. O que pregamos é o amor e não o ódio”, diz mãe Nina, coordenadora do ato em Macapá.

A data de combate à intolerância religiosa foi instituída em 2007 depois da morte da sacerdotisa do candomblé Gildásia dos Santos, conhecida como Mãe Gilda. Após ter a casa e o terreiro invadidos por grupos de outra religião e o marido agredido, a Iyalorixá morreu em decorrência de um infarto. 

Atualmente, o dia é uma oportunidade para atentar sobre a necessidade de se respeitar a diversidade religiosa e, assim, reduzir os casos de crimes de ódio no país.

A programação inicia às 14h30, na Praça Barão do Rio Branco, com apresentações culturais de Marabaixo, hip-hop, capoeira e rituais místicos com roda de cânticos das nações religiosas. Às 16h, o movimento ganha as ruas, seguindo pela Cândido Mendes até a Av. Padre Júlio, e depois em direção ao Trapiche Eliezer Levy, onde os rituais terão continuidade.

Rita Torrinha/Asscom Improir

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Parece que foi ontem



Sim, parece que foi ontem. Mas lembro como se fosse hoje. A cassa na Avenida Mãe Luzia gemida, sim, daqueles grudadas, de duas moradas, eram comuns naquela época. Era novidade ainda nessa paragem.

Pois bem, a expectativa era grande. Primeiro filho daquela união. Já tinhas ameaçado buiar, meter a cara no mundo. Foi numa noite de luz cheia, e eu que não acreditava na força dessas coisas, passeia a acreditar.

Sem muito entender, já estavas pronto. A barriga da mãe já não agüentava mais, a pele toda esticada, mas ela carregava um sorriso no rosto e a total cumplicidade no ventre. O dia era de sol, mesmo que o período fosse de chuva. Naquela manhã não estava diferente...

As coisas estavam arrumadas na sacola. Inclusive a mamadeira... Às dez horas da manhã começastes a ameaçar vim. Meter a cara no mundo...

Tua mãe se encaminhou para a maternidade. Fiquei nervoso, ansioso... Logo mais fui atrás. Nasceste nesse horário do dia 18 do mês de janeiro, mês primeiro do calendário, no décimo oitavo dia do mês, cuja somatória é nove, numero para alguns como numero perfeito. És o segundo.

Pois isso, hoje é teu aniversario. Parabéns! E obrigado por me aceitares como teu pai... E lá se foram 36 anos de caminhada. Felicidade e muita Luz em tua vida, meu filho.